A poesia me encontrou. Encontrei-me na poesia! Concedo-lha portentosas asas para alçar longínquos voos e disseminar sonhos nos corações cúmplices e sensíveis. Que ela logre fabulosos rasantes em vastos mundos prenhes de luz e encontre, por fim, felizes e aconchegantes moradas em almas renovadas.

Simone Moura e Mendes

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Projeto Justiça à Poesia na V Bienal Internacional do Livro

Pedro Onofre de Araújo contextualizou sua palestra acerca do Projeto Justiça à Poesia com poesias de suas "Poesias Completas", conferindo majestade ao evento
Luiz Alberto Machado levou a magia do Tataritaritatá


A poestisa Petrúcia Camelo, em sintonia com o Projeto Justiça à Poesia, puxou uma poesia do varal e declamou Noel dos Santos

Simone Moura e Mendes declamando seus versos, ineridos na obra "Justiça à Poesia"

Cléa Seixas, Pedro Onofre, Simone Mura e Mendes, Marta Angélica e André Luiz Ferreira

Petrúcia Camelo, Marta Angélica, Simone Moura e Mendes. Arnaldo Camelo e Celina Bravo no estande da Academia de Letras do Estado de Alagoas, onde foi lançada a 2ª ed. do Justiça à Poesia
Marta Angélica Martins, Simone Moura e Mendes, Maria Pastora e Petrúcia Camelo ao lado Príncipe dos Poetas de Maceió, o inolvidável Jucá Santos.




Mediante o apoio das Academia de Letras e Artes do Nordeste Brasileiro e a Confraria Princesa Isabel, a poetisa Petrúcia Camelo abre espaço para o Projeto Justiça à Poesia V Bienal Internacional do Livro de Alagoas.

A pedra de toque do evento ocorrido no dia 30/10/2011, às 16 h, na Sala Lêdo Ivo, do Centro de Convenções, foi a palestra do escritor, poeta e teatrólogo Pedro Onofre de Araújo, que, na presença de sua esposa, filhos e netos, integrando a composição de uma seleta plateia, deslindara o Projeto Justiça à Poesia com sensibilidade poética, com precisão cirúrgica. No ensejo, proclamara o brilho da iniciativa da equipe organizadora do Projeto Justiça à Poesia, que, saindo do seio da 3ª Vara do Trabalho de Maceió, ganhara dimensão institucional. Em suas eminentes palavras, Pedro Onofre assevera, em síntese apertada, que todo magistrado é um poeta em potencial, pois quem logra fazer justiça não pode apartar-se da poesia.

Após a palestra de Pedro Onofre, Simone Moura e Mendes tomara do microfone e leu uma crônica acerca do projeto, de própria autoria. No contexto dessa crônica, a declamadora oficial do Projeto, Marta Angélica Martins, declamou Ah! Poeta, da autoria de Simone, e a bela poesia de Sandra Magalhães Salgado, "Justiça à poesia, a sentença de Têmis".

O convite de Simone fora aceito e outras declamações deram lustre ao ensejo, a exemplo das realizadas pelos poetas Petrúcia Camelo, André Luiz Ferreira, que declamou uma poesia de Beto Souza - ganhador do Prêmio Lego de Literartura 2011 -, Cléa Seixas e pelo próprio Pedro Onofre. Luiz Alberto Machado disse de seu apreço ao "Justiça à Poesia"; Chico de Assis não de fez de rogado e declamou Passagem, de Lêdo Ivo, "2 de Fevereiro", de Emanoel Fay, "Nêga Fulô" e algumas outra poesias de Jorge de Lima, além de obras de outros poetas. O poeta Joel Machado, na companhia de sua esposa Dinha, compartilhou da emoção do momento.

Às 19 h, no estande da Academia de Letras do Estado de Alagoas, diante dos olhos atentos de insignes espectadores, dentre estes, Paulo de Tarso Santana e sua esposa Aline; do calculista da Vara do Trabalho de Penedo, Valdênio Santos Costa, acompanhado da esposa e filhos..., Em ocasião solene, conjuntamente com outros lançamentos, foi a vez da 2ª edição do livro "Justiça à Poesia", uma antologia poética composta por advogados trabalhistas, servidores e magistrados do TRT19, dentre estes a Presidente do TRT19, Desembargadora Vanda Maria Ferreira Lustosa, a Juíza Titular da 3ª VT de Maceió e o Presidente da AMATRA19, Dr. Fernando Falcão, por cujo apoio esse sonho foi concretizado.

O Projeto Justiça à Poesia agradece a todos que, direta ou indiretamente, vem contribuindo para a sua prosperidade.

Alfim, foram estas as palavras da poeta Petrúcia Camelo: "Querida Simone, eu, sou quem agradeço pela oportunidade de estarmos juntas em prol da poesia alagoana. Segue para você tomar conhecimento do e-mail da Diretora da EDUFAL Sheila Maluf, agradecendo a minha iniciativa em levar as Academias de Letras à Bienal do Livro, pela primeira vez. Parabéns pela glória de sua luta.Abraços."

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Edição Comemorativa de 1 ano do Projeto Justiça à Poesia

Marta Angélica declamando "O Feto",de Emanoel Fay, sob o som de Chiquinho
Chico de Assis interpretando "Nega Fulô", de Jorge de Lima

Alberto Mirindiba, Ricardo Lopes, Fabinho (da Banda Time Machine) e Marcos Farias


Dra. Alda de Araújo Barros concedendo seu autógrafo no Livro Justiça à Poesia ao ator alagoano Chico de Assis


Essa turma garante o sucesso do Projeto "Justiça à Poesia"





Fotos: Max Balduíno


O Projeto Justiça à Poesia, na data em que realiza a edição comemorativa de 1 ano de existência, é apresentado como uma das boas práticas do Tribunal Regional do Trabalho da 19ª Região, no I Encontro Norte-Nordeste dos TRT's. Sua importância é reconhecida na Carta de Maceió, conforme se pode conferir em http://www.trt19.jus.br/misc/pdfs/carta_maceio_set11.pdf

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Convite

Caros visitantes

Convido-os a acessarem o blog de Chico de Assis, recém inserto em "insights de outras vidas" (lado esquerdo desta página, antepenúltima posição). Ele, que é um grande talento de nossa cultura; um artista global que esbanja alagoanidade. Enfim, um fiel parceiro do Projeto "Justiça à Poesia".

Endereço: www.chicodeassispoesia.blogspot.com

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Ao invés de comer quase ia sendo devorado

Em estados hígidos ou na morbidez, a inapetência jamais fora atributo seu. Debalde, seus pais, na tentativa de conferir-lhe um mínimo de sobriedade alimentar, mantinha-o sobre relativa vigilância, a ponto de trancarem à chave a porta da dispensa, onde estavam armazenadas as guloseimas mais cobiçadas. Quando, porém, essa vigilância afrouxava, furtivamente, ele abria as garrafas de coca-cola, compradas em engradados, e tomava um pouco de cada uma, na ilusão de que ninguém percebesse; costumava fazer dois pequenos furos nas latas de leite condensado, bem como nas de leite Ninho, e se lambuzava de prazer; realizava, enfim, grandes desfalques no estoque da família, não se recordando se algum dia fora surpreendido – a satisfação das comilanças lhe empana as memórias dos detalhes mais irrisórios.
Relata, frisando a alegria de ter vivido uma infância plena, que era instado a ficar em posição de sentido nas festinhas de aniversário; como regra de boa educação, somente se servia dos tentadores docinhos que compunham a mesa mediante expressa autorização do pai, de quem lhe bastava um olhar para arrefecer seus ímpetos de glutão. Atônito, ficava a vislumbrar a dizimação das iguarias tal como se assistisse impotente a um ataque de gafanhotos em seu pomar. Até obter o ansiado olhar paterno afirmativo, postava-se como um piloto na linha de largada e, mesmo com certa desvantagem, conseguia arrebatar os docinhos suficientes à aplacação de seu desejo.
Conta, também, que, em viagem com os pais, irmãos e alguns tios, a Paulo Afonso, quando as estradas eram ainda bem mais precárias, de modo a ocasionar o retardamento à chegada a um local apto a uma aprazível refeição, e a angustiante excitação da fome, fora severamente admoestado pelo pai e submetido a deprimente castigo, o de ficar sem comer. Também pudera: o almoço fora servido (na narrativa do fato, interpreta com o corpo, sob as gargalhadas dos presentes, a pose dos franguinhos dispostos um em cima do outro), e ninguém tomava a dianteira, com o escopo, certamente, de não desmascarar um para o outro a então supremacia de um dos mais primitivos instintos – o da fome; desse objetivo, ele prescindia, pois queria era mesmo amansar suas sofridas “tripas” e, assim sendo, garfara, sem qualquer falsa pudicícia, em detrimento dos mais velhos, um franguinho inteiro. Diante de tal, incontinenti, seu pai lhe ordenara: vá para o carro, imediatamente! Guloso, porém, obediente, não fez qualquer rogo de piedade.
Bem perto do carro, estancara num tanque rente à parede do restaurante; passeava com as mãos na água, como forma de sublimar a fome e o constrangimento, que, a despeito da pouca idade, jamais pudera esquecer – mais pela fome e menos pelo agravo moral. Não observara, todavia, que afixada na parede encontrava-se uma placa, onde indicava: cuidado, piranhas! Salvou-se com um assustador “sai daí, menino!”, proveniente não sabe de onde. Hoje, lembra, não sem um quê muito cômico, não sem um quê de saudosismo, que, ao invés de comer se utilizando de suas mãos, suas mãos poderiam ter sido comidas!
Essas lembranças não lhe trazem desditosos sentimentos. Ao contrário, faria o tempo voltar, se possível fosse, e teria o pai e a mãe ainda não separados pelo chamamento divino. Comeria tudo de novo!

Simone Moura e Mendes

sábado, 1 de outubro de 2011

Lançamento de obra literária

A Sociedade Brasileira de Medicos Escritores, Regional Alagoas (SOBRAMES), a Academia Maceioense de Letras e 0 Rotary Clube Macei6 convidam V Sa. e familia para 0 lancamento da obra poetica de Ciselia Campos:

A VIDA FAZ SENTIDO

Data: 5 de outubro de 2011 Hora:20h Local: Casa da Palavra, Ladeira do Brito, 65, Centro