A poesia me encontrou. Encontrei-me na poesia! Concedo-lha portentosas asas para alçar longínquos voos e disseminar sonhos nos corações cúmplices e sensíveis. Que ela logre fabulosos rasantes em vastos mundos prenhes de luz e encontre, por fim, felizes e aconchegantes moradas em almas renovadas.

Simone Moura e Mendes

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Eu mesma... nua


É na escuridão da noite
na areia, vendo o mar serenar
que o salpicar das estrelas
são os holofotes da natureza
que me fazem brilhar

Nesse palco libertário
esqueço todas as torpezas...
das guerras silenciosas
dos jogos de poder
do amor vencido
pelo afã da riqueza...

Sinto a leveza de uma pluma
vagando a esmo
entregue à ventania
e deixo o pensamento transpor o mar
sem ter de chegar em algum lugar

Liberto-me das amarras das tendências vãs
que me conduzem ao abismo das mesmices
das mentiras de uma sociedade mitificada
fazendo de meus delírios sãos
minha melhor realidade

Somente a natureza... incondicional
permite-me ser alada
e concede-me a nobreza
de ser quem sou: eu mesma... nua
e ser fenomenal

2 comentários:

  1. Eu não me canso de deleitar com sua poesia e elogiá-la onde quer que a veja, Simone. Seu livro é simplesmente ótimo! Meu abraço. Paz e bem.

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  2. Que lindo poema! É de uma leveza... Eu bem que queria ser alada...

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