A poesia me encontrou. Encontrei-me na poesia! Concedo-lha portentosas asas para alçar longínquos voos e disseminar sonhos nos corações cúmplices e sensíveis. Que ela logre fabulosos rasantes em vastos mundos prenhes de luz e encontre, por fim, felizes e aconchegantes moradas em almas renovadas.
Simone Moura e Mendes
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
A Mão
O correr da mão
resolve uma equação
demonstra teoremas
projeta sistemas
defende o ecossistema
O correr da mão
desenha um poema, que
singra os mares e amares
da imaginação: a poesia
O correr da mão
maneja a aquarela
a resumir uma tela
com vidas sem querelas
O correr da mão
acorda os acordes da viola
fazendo a lua suspirar
ardente de emoção
O correr da mão
arrepia a pele amada
abre a porta do desejo
devorante da madrugada
O correr da mão
detona bombas
aperta gatilhos
provoca sequelas
sepulta sorrisos...
Simone Moura e Mendes
(Poesia inédita)
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Ah, essas companheiras indispensáveis e maravilhosamente quase autônomas! Belo poema, Simone! Abraços. Paz e bem.
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