A poesia me encontrou. Encontrei-me na poesia! Concedo-lha portentosas asas para alçar longínquos voos e disseminar sonhos nos corações cúmplices e sensíveis. Que ela logre fabulosos rasantes em vastos mundos prenhes de luz e encontre, por fim, felizes e aconchegantes moradas em almas renovadas.

Simone Moura e Mendes

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

A curva da estrada


A curva estava lá na estrada
na mesma estrada, a mesma curva
serpenteando, furiosa, o canavial
que me soprou o verde da esperança

A curva que tentou a minha vida
que quis me apresentar à morte
fez relampejar a lembrança da sorte
de ter um Deus para me amparar
com mais poder que a sua insídia

Não morri...
e com o amor do renascimento
contei o que me fizera a curva
às vidas de mim nascidas: ungidas
e o que as curvas da vida fazem
se a Deus não se dispuserem amar

Simone Moura e Mendes
(Poesia inédita)

1 comentários:

  1. O inusitado na poesia veiculadora de inúmeros sabores é sua insuperável capacidade de síntese, com estimulante decodificação da experiência existencial. Um afortunado poema como A CURVA DA ESTRADA, tomado como exemplo da lavra poética de Simone Moura e Mendes, é a súmula deleitável de um apetitoso romance ou de uma comovente saga.

    Juarez Montenegro

    ResponderExcluir