Sinto o suor abundantemente
inundando-me o corpo e a alma
respiração ofegante, lassidão
extenuada, minhas pernas insanas
pedalam velozmente
permanecendo no mesmo chão
Uma artista circense
de um subúrbio esquecido
eis como se me reflete o espelho
sem qualquer comiseração
Giros e mais giros
sem do mesmo espaço sair
sem a nada chegar
vejo-me escravizar
na tirania da minha obsessão
Magra... esquálida
rechochunda,
pobre, rica, culta ou ignara
oculta ou desmascarada
a vida se espraia e grita
diante de uma expectante desatinada
cuja morte é seu único quinhão
Inobstante o assalto da razão
assisto ao escoar do tempo
na busca de melhor configuração
Simone Moura e Mendes
(Poesia do livro Eu mesma... nua)
A poesia me encontrou. Encontrei-me na poesia! Concedo-lha portentosas asas para alçar longínquos voos e disseminar sonhos nos corações cúmplices e sensíveis. Que ela logre fabulosos rasantes em vastos mundos prenhes de luz e encontre, por fim, felizes e aconchegantes moradas em almas renovadas.
Simone Moura e Mendes
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Artista circense
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Taí um livro que eu gostaria imensamente de ler integralmente. Lindíssimo o poema, Simone! Abraços. Paz e bem.
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