Somos andarilhos do espaço
cúmplices errantes
espíritos afins
harmonia de amor
Quando me for
não deixarei romperem-se os elos
dessa corrente fluídica que nos une
não nos dispersaremos
Vimos doutra dimensão
para neste andar do tempo
darmo-nos as mãos
por tantas trilhas enveredamos
muitos espinhos feriram-nos... cicatrizamo-nos
somos uno
Aqui e alhures
não sei aonde iremos – não me importa
em qualquer lugar,
senão fisicamente,
em espírito, juntos
eternamente estaremos
Afoguemos os prantos
incontidos da vida – foram tantos
experientes, crescidos
banidos da tristeza
vivamos na fortaleza
erguida para nosso amor
Simone Moura e Mendes
(Poesia do livro Eu mesma...nua)
A poesia me encontrou. Encontrei-me na poesia! Concedo-lha portentosas asas para alçar longínquos voos e disseminar sonhos nos corações cúmplices e sensíveis. Que ela logre fabulosos rasantes em vastos mundos prenhes de luz e encontre, por fim, felizes e aconchegantes moradas em almas renovadas.
Simone Moura e Mendes
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Andarilhos do espaço
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Simone Moura e Mendes
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