A poesia me encontrou. Encontrei-me na poesia! Concedo-lha portentosas asas para alçar longínquos voos e disseminar sonhos nos corações cúmplices e sensíveis. Que ela logre fabulosos rasantes em vastos mundos prenhes de luz e encontre, por fim, felizes e aconchegantes moradas em almas renovadas.

Simone Moura e Mendes

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Amor ao relento

A lua em sua pequenina morada
acompanhada das estrelas-filhas
derrama seu sorriso na vasta escuridão
onde corpos suados ao relento
gemem de paixão

O mar rastejando na fina areia úmida
carrega os sussurros na sua imensidão
lava os resquícios do amor
com o regozijo das ondas

A lua silenciosa
platéia de tamanho espetáculo
onde a bela recata sem pudor
os seios quentes nas mãos

Assiste ao angustiante desfecho
onde só restará a dor, a solidão
num adeus sem compromisso

Simone Moura e Mendes
(poesia do livro Incógnita)

3 comentários:

  1. Sua escrita não é daquelas que se comenta com um parabéns. Exige, cobra do leitor a atenção para que se formule uma opinião.

    Diante do texto, tenho a dizer que ele estar carregado de emoção...

    Até mais!

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  2. Simone,gostei da nova ¨paisagem ¨.Ficou lindo seu blog assim como seus belos textos!

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